domingo, 20 de novembro de 2011

A vida é bela, até mesmo quando chove


Não tenho tido muito tempo para vir aqui com alguma regularidade. Mas fica aqui um pensamento vago, descontraído e ligeiramente existencialista que tive segunda-feira passada, no carro, à porta da estação de comboios:

«A vida é bela, até mesmo quando chove. A vida é demasiado preciosa, para ser desperdiçada com irrelevâncias e pesadelos. A vida é um conjunto de sonhos, ideias, obstáculos e problemas. É tudo aquilo que quisermos que seja. Nós somos aqueles que simplesmente guiam o barco e se deixam navegar com as ondas e correntes.

Uma vez perguntei-me a razão pelo qual envelhecemos. E uma voz, mais velha e sábia, respondeu-me, também sinto isso. Estranho, pensei eu, uma mente mais avançada que a minha deveria saber a solução deste enigma. Hoje, volvidos uns anos, creio que a resposta ainda é algo místico e secreto, afinal de contas, o que interessa é vivê-la, ao sabor e dissabor dos ventos, como uma folha seca. Não é a nós que nos compete descodificá-la.»

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