Muito se tem falado ao longo da semana sobre o caso da Grécia. Numa hora dizem que vai haver um golpe militar, na outra a Grécia vai sair da Zona Euro, levando avisos que o melhor então será sair da UE, na hora seguinte já temos o primeiro-ministro a dizer que se vai demitir e, umas horas depois tudo parecia estar a estabilizar.
Como seria de esperar, essa estabilidade durou pouco tempo, pouquíssimo...agora o país em chamas terá um novo governo.
Relembrando que a questão era a realização ou não de um referendo acerca da existência da Grécia na zona euro, algo não muito inteligente, pois ninguém está satisfeito, não seria de todo prudente avançar com tal referendo. Já para não falar, da falta de educação que seria pela parte dos gregos quererem sair da zona euro depois da sua enorme divida ter sido perdoada. Desta forma avançaram com uma ameaça de golpe militar...engraçado que os militares portugueses ofereceram a sua "ajuda" em derrubar o governo actual, "caso fosse necessário", pelo sim pelo não.
Quando a política deixa de resultar, passamos para golpes militares. É o que a história nos diz. Uns mais violentos e outros mais mansos, mas ainda assim "golpes", seguidos pela palavra "militares", o que dá toda uma carga dramática à "coisa", dramas é o que mais precisamos numa altura destas.
Quanto ao novo governo grego, vamos ver como as coisas correm. Eu, pessimista de raiz, acho que a coisa vai correr mal e que a Europa se vai ver, uma vez mais, grega para resolver tal situação. O novo governo avança e diz que o novo pacote de ajuda se mantém...então mas afinal como é, pergunto eu outra vez, querem ou não querem ajuda? E se querem, arquem com todas as consequências, tal como os outros estão a fazer, ou não...
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